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SÉRIE: CONHEÇA - Jaqueline Diel - A paixão pela Educação Infantil

Publicação: 28/06/2022

A paixão de nunca acabar pela Educação Infantil

 

A Educação Infantil é sua paixão. Sempre em busca de novas experiências e possibilidades metodológicas, Jaqueline conheceu os ensinamentos do pesquisador italiano Loris Malaguzzi ainda muito cedo. Este desenvolveu metodologias, numa situação de pós-guerra, que levam as crianças a potencializarem suas capacidades mantendo a caridade, a solidariedade e o respeito como bases para a vida em sociedade. E, assim, baseado na coletividade e nas vivências diárias, Malaguzzi começou a entender que as crianças são capazes de conduzir suas aprendizagens se tiverem possibilidades, espaços para isso.

E, como este grande educador, Jaqueline entendeu que a Educação Infantil não pode ser compartimentada, ou seja, não dá para atuar a Educação Infantil por partes. Ora trabalha a coordenação motora, ora a identificação as cores, ora o formato das letras, ora as brincadeiras em equipe, ora a encenação, a pintura. Na Educação Infantil não se compartimentaliza, ao contrário, trabalha-se com projetos interdisciplinares integrados como um caminho para fomentar a aprendizagem das crianças. Compreendeu tão bem que sua prática mostra isso. Em texto publicado em 2020 sob o título ‘O que você fez na escola hoje? Nada só brincamos!’, em coautoria com Kelen Galvão Pinheiro e Sandra Donato, já indica a relação da aprendizagem significativa aliada as brincadeiras. O despertar do gosto pela leitura precisa ser encantado, e não se encanta sem o poder do encantamento, do conhecimento. Só se aprende a ler, lendo. A escrever, escrevendo.

Na Academia Sinopense de Ciências e Letras, Jaqueline é ocupante da cadeira n. 08, tendo por patrono Loris Malaguzzi. Esta jovem imortal, coordenadora da Associação Alemã, traz consigo uma cultura arraigada no respeito, na tolerância, na amizade e na partilha. Jaqueline contribui muito com suas posições precisas e muito bem fundamentadas sobre vários assuntos que se discutem na ASCL.

Sempre inquieta e em busca de novas possibilidades, Jaqueline graduou-se em Pedagogia, fez três especializações, é mestre em educação e, neste momento, cursa doutorado. A formação continuada de professores da Educação Infantil também é uma linha de pesquisa que lhe atrai. Como a sociedade muda, os professores e demais servidores precisam estar em permanente processo de formação continuada para acompanhar estas mudanças. O despertar do gosto pela leitura precisa ser encantado, e não se encanta sem o poder do encantamento, do conhecimento. Apaixonada por leitura desde criança. A biblioteca da escola era extensão da sua casa. 

Jaqueline atua também em documentação pedagógica e na análise e orientação do Planos Políticos Pedagógicos. É professora, servidora pública efetiva da rede municipal, cargo do qual se orgulha e fala dele com o coração cheio de amor. Integra a equipe de apoio na Coordenação Pedagógica da Educação Infantil, na Secretaria de Educação de Sinop. Atuou como Presidente do Fórum Municipal de Educação Infantil, como gestora e coordenadora de Instituições de Educação Infantil em Sinop, Mato Grosso. 

Em 2021, publicou o livro ‘Abraçada pelas pernas’ pela Soul, de São Paulo. Livro infantil, claro, para não fugir de seus maiores interesses, carregado de amor, simpatia, carinho e responsabilidade. ‘Abraçada pelas pernas’ é seu primeiro livro publicado e o mesmo já é um diferencial, em comparação com outras obras infantis a que temos acesso, por colocações precisas e fortemente marcadas por suas experiências e vivências com as crianças. Ser abraçada pelas pernas é um continuum vivenciado por professores da educação infantil. A ideia do ‘abraçada pelas pernas’ surgiu no momento da pandemia, quando da realização das aulas online, e em função do distanciamento entre as crianças e os professores. O aconchego, o acolhimento do abraço que tanta falta fez naquele momento. Aquele abraço pelas pernas traz o aluno para perto da professora e ele se sente acolhido. Para a jovem escritora, dentro da sala de aula não há diferenças econômicas, sociais, culturais, há crianças e todas têm o mesmo direito de aprender.   

Hoje, mãe, Jaqueline entende as necessidades das crianças de forma ainda mais precisa. Entende que só se pode aprender a ler, lendo, a escrever, escrevendo.