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VOTE AGORA NOS MELHORES DO ANO DA ACADEMIA SINOPENSE - VEJA OS INDICADOS

Publicação: 18/09/2022

A partir de hoje 18 de setembro de 2022 a 10 de outubro de 2022, os sinopenses poderão votar nos melhores do ano de 2022. Este ano é a segunda edição e visa incentivar os acadêmicos a publicarem cada vez mais por ano. O Presidente da Academia Alex Aleluia, ganhou como melhor escritor na primeira edição, ano passado, mas este ano não participa. De acordo com ele "os indicados deste ano merecem muito e que está feliz por mais uma edição". Os vencedores serão conhecidos em uma cerimônia em novembro, mas a data ainda não foi confirmada. Neste ano, duas categorias são novas, como melhor livro infantil e melhor poema, de poeta independente. Para votar, clique aqui! Conheça os concorrentes para este ano (clique aqui)

Veja abaixo os poemas das poetas independentes:

Poema de Cláudia Franco

Palavra parida

 

O verso surge, 
a anatomia feminina
do traço.
 Fenda que esconde prazeres submersos,
se abre ao toque suave da língua 
que escreve.
Minuciosamente
toca pétala por pétala.
Lábio por lábio,
no segredo lascivo da palavra.
O obscuro universo
de dentro soa,
mais intenso
tece o traço.
O verbo certo.
Em mim fincam dentes metamorfos.
Quero o líquido que ecoa letra a dentro,
o grito escondido 
na garganta.

olhos imensos
mergulham em mim.
Desejo as palavras, bebo cada gole delas, 
Sinto-me parte de um todo
que nasceu no verso sem rima, 
solto ainda no espaço.
Me espalho nas palavras
cravo nas estrofes meu verso .
Avesso 
sem rima, 
sem fim.
Nas entrelinhas do verso
Molho a fala
Nas metáforas da língua reverbero,  palavras
sons e eternidade
ecoam dos não ditos.
Escorregam pela mão
adoçam solidão.

 

Poema de Renata Marmol

O Combinado de Vidas Pregressas

O Amor vivido 
Os lábios tocados
O elo e todas as promessas 
Encontrados.

Concretizados,
Em momentos que guardem em si a eternidade
Do amor , essa excentricidade, 
Que muitos sonham sem o ter experimentado.

Mas, é possível que amando tanto 
Finde a dança entre os pares?
De modo que cada um busque no mundo distintos lar e ares,
Com o pesar da escolha e a alma em prantos ?

Às vezes e, para alguns, 
O amor como uma pedra no rio há muito lançada,
Continua seu percurso em ondas e nada 
Impede que se torne infinito.
Isso, basta!